Uma fita apenas?

Sexta-feira à noite, à minha frente, na fila para um dos serviços de restauração de um centro comercial, encontro uma colega e entabulamos conversa durante a refeição. Inevitavelmente sobre a psicologia, os psicólogos, os projectos pessoais e a Ordem. Reparo que usa a fita com o símbolo da Ordem que foi distribuída durante o Congresso, e faço-lhe notar. Responde-me que tem muito orgulho nisso e que a usa sempre.  A mesma resposta que obtive de uma outra colega, quando numa visita a um hospital, por razões pessoais, a encontrei com o pin da Ordem bem visível na bata que envergava. A mesma explicação, o mesmo orgulho na profissão.

Orgulho que, no seu sentido positivo, é um sentimento de satisfação pela capacidade ou realização de que se é capaz. Quantos de nós o temos em termos profissionais? Quantos de nós afirmamos esse orgulho naquilo que temos para partilhar com os nossos cidadãos? Quantos de nós aproveitamos os momentos do dia-a-dia para dar a conhecer o que pode o conhecimento psicológico fazer pelas pessoas?

Esta é uma tarefa necessária e urgente, para que cada pessoa possa saber o que tem a beneficiar com o contributo do conhecimento psicológico. A Ordem tem em preparação uma campanha de divulgação sobre as várias competências profissionais dos psicólogos, que permitirá dar um maior relevo ao trabalho dos profissionais. Mas o trabalho é de todos, todos os dias, nas conversas que temos, nos trabalhos que apresentamos, nos relatórios que elaboramos. Temos de mostrar o valor da psicologia, porque ainda não é conhecido pela maioria das pessoas. Este é um caminho que tem sido feito pelos profissionais e organizações de diferentes países, e que tem permitido um progressivo conhecimento sobre a psicologia. Esse conhecimento é fundamental para que as pessoas, os decisores, vejam a necessidade de contratar psicólogos para as suas escolas, hospitais, centros de sáude, organizações, onde quer que seja que os psicólogos sejam úteis.

Pequenos símbolos, sim. Uma fita, um pin, quase nada, ou muito, dependendo de como as encaramos, de como os vivemos no nosso quotidiano.

Sobre Telmo Mourinho Baptista

Bastonário da Ordem dos Psicólogos
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